Sem Gelo - Um blog puro - por Fernanda D´Umbra


SUPER IMPORTANTE

as pessoas importantes do Teatro

não sabem quem são as pessoas importantes do Rock

que não sabem quem são as pessoas importantes da Dança

que não sabem quem são as pessoas importantes dos Quadrinhos

que não sabem quem são as pessoas importantes da noite de São Paulo

que não sabem quem são as pessoas importantes de dia em São Paulo

e o importante mesmo ninguém diz: esse ônibus desce a Cardeal?



Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 07:35:12
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haja cigarro,

alguém tem que agir.



Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 13:27:53
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por mim, escreveria até a morte (farei isso)

iria até sua casa e me deitaria no meio fio

eu ia esperar que você saísse

jornal na mão, cabelos limpos

e uma cara safada, rendida

marcada por dois olhos

locados por uma construtora

que nos demitiu no primeiro dia

e nós, (sempre bem vestidos) não sabemos

o que fazer com aquele carro, aquela casa

aquela vida inteira sequelada

aquela música que toca no rádio

e a gente dança (sem entender nada). 



Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 22:30:47
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cito a mim, porque ainda posso 

falar de mim, mesmo que seja

pífio, que seja inócuo, que tenha acento

parei na fila, porque ali eu teria

que me comportar, eu, a menina do caixa

e o cara desesperado, que perdeu tudo lá dentro.

 



Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 21:57:36
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jurei (em falso) como sempre

que era a última vez

eu escrevia uma comédia

eu tinha obrigações, eu tinha

uma porra de uma vida pela frente

etc.

e eu ficando louca, isso era inédito 

porque era longo, era infinito

e nada é infinito, tudo acaba

eu, você, esse poema

tudo acaba. 



Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 21:51:18
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chegou um momento 
em que eu decidi
que se eu fosse a pé 
ou de táxi daria 
na mesma
chegou um momento 
em que eu decidi
que se eu ficasse com você 
ou te deixasse daria 
na mesma
chegou um momento 
em que eu decidi
que se eu escrevesse esse poema
ou dormisse daria 
na mesma.



Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 02:35:35
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trafegava com uma viatura da polícia a minha frente e um carro da CET atrás > sabes bem, não tenho carteira > não achei ruim, porque de certa forma, estar cercada pela lei poderia me manter longe de acidentes > pararam violentamente > tiraram-me do carro à força, estavam armados > pagaram cervejas, me deram conselhos > sim, amor, falaram de ti.



Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 13:52:49
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não devia ser sempre você

devia ser sempre outono.



Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 10:53:52
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aquilo era novo pra mim: eu não sabia o que fazer

eu sou "próativa", eu sei o que fazer

mesmo quando eu não sei, eu faço

faço aula, faço arroz, faço o diabo,

mas eu faço, mas eu não sabia 

eu parei e fiquei esperando 

que algo me ocorresse, 

mas nem isso, nada.



Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 01:27:42
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A RESPOSTA

dele foi tão bonita

que eu fingi não entender

apenas para que repetisse:

"Deve!"



Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 10:36:54
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