Sem Gelo - Um blog puro - por Fernanda D´Umbra
   
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NEM SEI O QUE DIZER


Todo dia, quando eu penso no Mário e lembro que ele está bonzão, fazendo tudo o que gosta de fazer, me dá um felicidade sem fim.

Hoje vou lá abraçar o Mário, pegar autógrafo, dar risada. Tudo de novo. Que bom, Mário! Que bom pra caralho!



Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 13:13:36
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eram 21h quando o fiscal da CET me parou > aplicou-me uma multa dessas de R$500,00 e avisou que dá próxima vez que me pegasse pensando em você no trânsito, não teria acordo, levaria o carro > desci, entreguei-lhe as chaves e avisei que o câmbio não estava nada bom, mas que o IPVA estava em dia > desci a consolação a pé pelo canteiro central > ainda tive tempo de ver o guarda passar por mim, dentro do meu carro, ouvindo aquela música do morphine > acho que até ele naquela hora estava pensando em você. 



Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 10:46:36
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Balança Comercial

Está tudo a crescer demasiado:
os fins-de-semana, os amores
não correspondidos e as más notícias;
o espaço que se ocupa.
A chuva miúda que cai,
como se ninguém se importasse
— a humidade escorre pelas paredes,
escorre pelos cigarros, uma desistência
que é como um preceito higiénico,
aquilo que se pode subtrair
à equanimidade do mundo
e ter pronto em duas malas (uma
meio vazia). O que há de perigoso
nas vísceras de uma máquina
fotográfica: listas de mercearia,
maus pressentimentos, ruas vazias
ou, vá-se lá saber, a morte em palco.

José Alberto Oliveira

 



Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 14:08:00
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barulho de novela, barulho do datena: barulhos; não sons, mas barulhos e meu coração fazendo barulho de um jeito que só eu escutava, mas ela é mãe, a outra é irmã e entre os tostex eu pedi que parássemos com essa história de casa, de mudança, de corretores, eu estava cansada, eu tive insônia e eu estou em silêncio há muito tempo durante o jantar, então aquele barulho todo me fez chorar em cima do sanduíche (minha mãe é quem faz o pão). elas me olharam, passando a mostarda, perguntando ao mesmo tempo se eu queria maionese/por que eu estava chorando. respondi cheia de sinceridade: porque vocês estão aqui e há muito tempo eu não choro com alguém olhando. rimos.



Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 21:41:18
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HOJE > show da FÁBRICA DE ANIMAIS nos PARLAPATÕES > no palco! > coisa linda mesmo > e de quebra, Sah de Lauro comemora seu aniversário lá > no show de hoje, quem assume a guitarra é Diego Basanelli, o Basa > Sérgio Arara está na estrada, tocando também > o ingresso é o seguinte: R$15,00, porque na verdade com a lei da meia entrada, tivemos que botar ali R$30,00, mas tem nada não: TODO MUNDO PAGA MEIA, então morrem R$15,00 > saudade de tocar > apareçam, amigos.

 



Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 12:44:12
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Não consegui ficar acordada até meia-noite: tenho certeza de que o tal tratamento a laser mexeu na minha cabeça. De certa forma, pensei que uma lobotomia cairia bem nessa semana longa, chuvosa e solitária. Minha mãe diz que tem rezado por mim todos os dias. Os dias, mãe, esses sim, são lindos e passam por mim como se nunca mais fossem voltar. 

 



Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 08:19:55
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ENQUANTO ISSO, EM SÃO JOSÉ DO RIO PRETO

 

Festival começa com proposta radical

Com foco em produções não convencionais, 10º FIT, em Rio Preto, constitui "barril de pólvora", diz curador

Com 33 peças nacionais e seis cias. estrangeiras, entre elas a de Richard Maxwell, festival começa nesta quinta

DE SÃO PAULO

Em uma época na qual os festivais de teatro nacionais não costumam arriscar nas programações e buscam mais reunir sucessos do que experimentar linguagens e antecipar vanguardas, a 10ª edição do FIT é, no mínimo, singular.
Com um manifesto radical, no qual se critica "a cultura de massas" e os "discursos hegemônicos", o festival, que se consolidou como um dos mais importantes do país, começa nesta quinta-feira, dia 15, e apresenta, durante dez dias, 33 peças nacionais e seis estrangeiras.
Segundo o dramaturgo Roberto Alvim, um dos novos curadores do evento, a programação se pautou pela escolha de diretores e grupos que vem construindo estéticas teatrais originais e singulares, recusando estratégias convencionais de criação.
Com carta branca da organização do FIT (realizado pela prefeitura de Rio Preto e pelo Sesc-SP) para bancar a proposta curatorial arriscada, Alvim diz não temer resposta negativa do público.
"A plateia deve ir desarmada, sem uma ideia preconcebida do que vai ver", diz. "E a experiência humana não tem graça sem que a gente esteja aberto para dialogar com o desconhecido".
Nesse sentido, a tentativa do festival é também de apontar caminhos para a produção teatral no futuro. Se destaca, aí, a presença do americano Richard Maxwell (com a New York City Players), considerado um dos mais radicais e inventivos dramaturgos da atualidade.
Por fim, o panorama traçado por Alvim deixa no ar a expectativa de como repercutirá o novo projeto do FIT.
"Muitas dessas peças tiveram pouca reverberação e foram pouco compreendidas quando em cartaz. Reuni-las juntas no festival talvez constitua uma espécie de barril de pólvora, no sentido intelectual e estético, cuja explosão nos só vamos ver lá."

Marcos Grinspum Ferraz



Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 09:19:22
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HISTÓRICO



Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 10:47:29
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Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 12:29:49
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acordar com fome e tomar café com você na padaria do centro, te desejar bom trabalho, entrar no metrô a caminho da aula de dança e pensar que uma atriz deve ser sempre curiosa do seu corpo e sua cabeça que a aguente, andar distraída pelo metrô vila madalena e ter a bolsa roubada com o celular e o almoço dentro, te ligar a cobrar e rir de mais uma das minhas, te encontrar no fim do dia na paulista e descer pra casa combinando rachar um beirute no frevinho; quando estivermos lá, comentarei contigo: o reinaldo moraes é que gosta de comer aqui.



Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 04:30:51
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aí, aquela música encheu a sala de estar, entrou pela cozinha, talvez tenha sido impressão minha, mas nessa hora eu ouvi até um barulho de porta de geladeira, mas não sei, sei que ela passou pela área de serviço e entrou até no quartinho lá do fundo, voltou pelo corredor, virou à esquerda e entrou pelo corredor de dentro > foi quando ela parou na frente do quarto e simplesmente não acreditou no que viu: como alguma coisa ali podia ser melhor do que ela?



Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 11:34:17
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HOJE


18H30 > FÁBRICA DE ANIMAIS NO CENTRO CULTURAL SÃO PAULO

no clássico projeto SINTONIA DO ROCK > obrigada Nilsão, pelo convite, é sempre bom voltar aí.

O CENTRO CULTURAL FICA NA RUA VERGUEIRO, 1000 (ao lado do metro Vergueiro) e não se paga nada para entrar.



Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 09:06:57
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São Paulo, 29 de junho de 2.010

 

 

Fernanda Ribeiro de Lima (Fernanda D’umbra)

 

 

Prezada Senhora,

 

Na qualidade de advogados e bastantes procuradores de JULIANA RUIZ ARARIPECAMILA ALMEIDA RAFFANTI e MANO QUE DA HORA PRODUÇÕES ARTÍSTICAS LTDA., pessoa jurídica de direito privado, vimos notificá-la extrajudicialmente do quanto segue:

 

1.         As Notificantes, juntamente com V.Sa., reuniram-se, em março de 2.008, com o objetivo comum de produzir espetáculo teatral baseado na obra “Confissões das mulheres de 30”, do Dramaturgo Domingos de Oliveira. 

 

2.         Na oportunidade, V.Sa. desejava assumir a função de diretora da peça, e a produção (sempre realizada por Camila Raffanti e Juliana Araripe), para atender parcialmente à solicitação, impôs a condição de que o vosso trabalho ficaria sob a supervisão geral do Sr. Eduardo Wotzik, o qual teria a palavra final em relação à concepção artística do espetáculo.

 

3.         O espetáculo teatral acima mencionado concretizou-se sob o título “Confissões das mulheres de 30”, tendo sido apresentado, especialmente a partir de junho de 2.008, em temporadas no Teatro Folha.

 

4.         A peça, após as diversas interferências do Sr. Eduardo Wotzik, passou de uma duração inicial de 38 (trinta e oito) minutos para uma duração de 60 (sessenta) minutos, a fim de atender aos interesses comerciais do espetáculo que seria apresentado no Teatro Folha.

 

5.         Vale salientar que a peça ainda teve uma série de contribuições que jamais sofreram interferência de V.Sa., tais como a trilha sonora (desenvolvida por Carlos Eduardo Miranda), a inclusão de duas novas cenas em agosto de 2.009 (as quais totalizam cerca de vinte minutos do espetáculo), a fotografia (elaborada por Salvador Cordaro) e o “off” final da peça (fornecido por Domingos de Oliveira e introduzido ao espetáculo por Juliana Araripe). Dessa forma, o resultado final da peça jamais poderia ser atribuído ao trabalho exclusivo de V.Sa.

 

6.         Na realidade, V.Sa. jamais manteve contato com o dramaturgo Domingos de Oliveira, cujas idéias foram sempre exteriorizadas através da atriz Juliana Araripe, que também participa da produção da peça.

 

7.         Por todos esses motivos, acordou-se que V.Sa apenas perceberia remuneração enquanto efetivamente trabalhasse no espetáculo, o que não mais ocorre desde março de 2.010, quando V.Sa. resolveu desligar-se da peça.

 

8.         Após vosso desligamento, e muito embora haja dúvida no tocante aos direitos autorais relativos à direção da peça, as Notificantes procuraram V.Sa. diversas vezes na tentativa de alcançar um acordo.

 

9.           Contudo, diante da impossibilidade de encontrar um acordo no prazo necessário, a produção optou por alterar a direção da peça de forma definitiva, para não prejudicar a continuidade do espetáculo.

 

10.       Assim, serve a presente notificação para informá-la da troca da direção da peça “Confissões das mulheres de 30”, com conseqüente encerramento de eventual vínculo com V.Sa., que não mais perceberá qualquer remuneração por conta das apresentações futuras.

 

11.         As Notificantes informam ainda que toda a remuneração devida por conta das últimas apresentações havidas no Teatro Folha encontra-se integralmente quitada, conforme demonstra o documento anexo.

 

Atenciosamente,

 

 

Diogo Dias Teixeira



Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 09:02:19
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