
Bruno Maron
Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 09:59:10
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quer dançar? 
fábrica de animais, amanhã, no lions nightclub > esperem até eu contar isso lá em rio preto.
Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 08:49:42
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TODOS OS ESPETÁCULOS DE TEATRO DA CIDADE Deveriam ser cancelados hoje. E na bilheteria, o bilheteiro diria: "Hoje não há espetáculo porque o Sr. Alberto Guzik faleceu." Quantas pessoas em São Paulo vão ao teatro em um sábado à noite? Não faço ideia. Cem mil? Cinquenta mil? Duzentas mil? Todas ouviriam a mesma coisa e o nome do Guzik seria dito umas quinhentas mil vezes esta noite. Oh, sim, amigos conheço a realidade, há um tanto de poesia aqui, posso? Hoje perdemos o Guzik, o crítico cheio de bossa, o cara que sabia tudo de tudo, que se ligava nos movimentos que rolavam e ia ver os grupos que comiam merda na época em que a merda nem dava pra todo mundo. Foi ver a gente fazendo Medusa de Rayban num TBC zoado, mas camarada que recebia grupos de Teatro que nem as famílias queriam mais. E o Guzik era fodão de verdade, tinha referências misturadas da vida com os livros, com as peças, com o amor pela coisa toda, não parava, não marcava no ponto. Quando saiu do jornal e voltou a atuar ninguém acreditou. Eu mesma, só acreditei quando vi. Além de elegante, culto, educado e ligado nas paradas o cara era o maior cara de pau de todos os tempos. Voltou a ser ator depois de grande, o que não é para qualquer um. Guzik, te devemos muitas.
Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 20:16:05
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te ligar de nova york e dizer que te espero na esquina da columbus avenue, naquela loja onde há lindos vestidos vermelhos, e onde comprei o vestido mais curto que já tive (ainda o tenho), te mandar uma mensagem pedindo para que você leve pipocas compradas no trem de santo andré e guaraná em pó, porque todas as noites são na rua; há um músico aqui em nova york que toca todo o repertório do clash no piano e não quer nem saber. outro dia pedi uma música e ele se recusou a tocar. recusou-se porque eu trazia as mãos cheias de gordura e ele teve medo que eu me aproximasse de seu piano.
Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 11:32:20
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SEI QUE NÃO HÁ MAIS TEMPO (mas vai que tem um louco?) 
Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 19:52:55
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HOJE 
(a esperar por todos no Coletivo Galeria)
Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 10:30:11
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acho que tem alguma coisa com sangue, não me lembro bem. acho que tem uma parada meio pesada, de sangue mesmo, acho que é isso, mas pesada mulher: que arma uma imagem impossível de olhar, mas fácil de imaginar.
amanhã, lançamento do livro peso pena, no coletivo galeria.
Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 21:02:31
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HOJE peguei um papel e um lápis e te desenhei > desenho mal, mas você é tão lindo que mesmo no meu desenho ainda estava lindo > no desenho eu também estou > estou dentro de uma caixinha de papel e trago nas mãos duas rosas: uma para mim e outra para esticar em sua direção e não te dar > apenas ficar te olhando, te olhando atrás da rosa > quando eu estiver lá cantando, estarei na verdade cantando para você > e cantarei tão alto que talvez você ouça e ria > e eu daria tudo para ver tua risada hoje.
Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 12:29:24
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ANSIEDADE É gasolina, é anfetamina, é coisa pronta que se compra em cápsulas e eu tô aqui andando pra lá e pra lá de novo sem saber se fico calma e estrago tudo ou se fico bem grande, bem louca e bem irresponsável, quase brincando com a sorte de estar ali, na frente de todos, com meus dois tostões e minha voz. Quero as batatas.
Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 09:55:58
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LONGOS ELÁSTICOS é dia de festa e as meninas vestem-se com estilo e graça > entro sem ser notada e quando percebo estou diante de você com meus olhos assustados, uma boca querendo sorrir de tão tímida e na bolsa centenas de tons de vermelho > quando entrei na sala ouvi dizer que você reclamava de sede > também eu.
Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 07:17:07
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MAS O QUE FOI QUE TE ACONTECEU? eram quatorze olhos em minha direção > todos meus > todos a me julgar > emplaquei meu coração e segui lutando espadas com o monstro lindo de olhos verdes e brincos argolados > havia dez cartões de crédito comigo e toda a bela vista já sabia disso > não dei meia-volta > parei diante da comissão de frente e afirmei com total convicção: vou desfilar na contra-mão > fui solenemente ignorada > não foi uma decisão inteligente > a partir dali nenhuma seria .
Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 17:58:40
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Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 16:54:34
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criação e curadoria: FÁBIO BRUM (hehe)
Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 15:38:12
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