Sem Gelo - Um blog puro - por Fernanda D´Umbra
   
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QUE DIA MAIS FELIZ!

 

E tem mais Laerte.

Salve!

 



Escrito por Fernanda D´Umbra às 08:43:22
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BEM-VINDO

http://pornbookclub.blogspot.com/



Escrito por Fernanda D´Umbra às 23:54:37
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LAERTE



Escrito por Fernanda D´Umbra às 15:56:56
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RUA AUGUSTA

Puta frio enquanto eu descia, umas letras martelando minha cabeça, umas broncas não resolvidas, tinha jogado o maço fora porque há coisas que não são mais pra mim, coisas boas e outras nem tanto, mas de qualquer forma não são. Vi uns amigos em uns bares entrei e não entrei e passei batido com aquelas letras e uma história totalmente mal resolvida de uma música que se perdeu na minha voz cansada, nas brigas sonoras que eu travava com a minha cabeça. A música não vai me salvar. Graças e Deus. Tinha medo que ela fizesse isso.



Escrito por Fernanda D´Umbra às 09:49:50
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MOTHERN

A série que eu faço com a Camila, a Juliana e a Melissa no GNT está indicada ao Emmy Internacional. Não estão incluídos aí os seriados americanos, já que eles têm um Emmy só pra eles, mas estamos entre os 8 melhores do mundo neste ano, na opinião daqueles caras.

Cago para prêmios e já faz tempo. Mas saber que o Mothern é feito no osso, com pouca grana e com uma equipe mínima e saber que ele foi parar lá, onde os caras têm dinheiro, me deixa feliz, porque o trampo prevalece sobre as dificuldades de produção.

Parabéns aos criadores da série, Luca e Rodrigo, aos diretores Luca, Paschoal, Luis e Pedro, ao pessoal da produção liderados pela Marcinha, à equipe técnica, que só tem gente boa e finalmente aos donos da produtora e ao canal GNT que se arriscaram em botar em cena atrizes que nunca tinham feito TV.

Isso não é comum.

________________________________________________________

PS: Meu programa favorito, o Linha Direta, também está indicado.



Escrito por Fernanda D´Umbra às 12:02:40
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PELO AMOR DE DEUS!

Tenham um pingo de amor próprio e parem de mandar e-mails pedindo para que a gente leia seu blog.

Vejam bem, há uma grande diferença entre uma pessoa que manda um comentário sugerindo que você visite seu blog e alguém que te enche de e-mails só porque postou um textinho.

Blog Tal foi atualizado hoje.

E daí?

É o máximo da carência, senhoras e senhores.

É feio, dá a entender que seu blog vive às moscas e enche o saco e a caixa de entrada de quem só quer sossego.

Pior que isso, só roda de violão nos Palapatões. É o começo do fim.



Escrito por Fernanda D´Umbra às 07:35:56
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CACO ISHAK

"retranca"

dois meses na clandestinidade. sem endereço fixo. sem emprego fixo. após dois meses na volatilidade, nem as idéias andam fixas como antigamente. duelo, maquiagem, gta e ligações a cobrar. assim se resumem minhas madrugadas na toca do vampiro. e haja sangue pra mais um grand finale.

caguei.



Escrito por Fernanda D´Umbra às 08:58:28
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FERNANDO PESSOA

PRIMEIRA

D. Duarte Rei de Portugal

 

Meu dever fez-me Rei, como Deus ao mundo.

A regra de ser Rei almou meu ser,

Em dia e letra escrupuloso e fundo.

 

Firme em minha tristeza, tal vivi

Cumpri contra o Destino o meu dever

Inutilmente? Não, porque o cumpri.



Escrito por Fernanda D´Umbra às 08:49:50
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CLARAH AVERBUCK

drivin me backwards

as pessoas vêm aqui e me vêem com essa mão no chapeuzinho do morto (o morto é um amigo meu), a outra apoiando o queixo,
numa saudação meio blasé, meio de ladinho, oi, tudo bem,
não há nada de novo.

mas há.

tudo novo.
tudo novo.
tudo de novo.
e lá vamos nós, claraverbuck.

saindo de um círculo inútil vicioso morto (não o meu amigo)
entrando em um círculo fértil
numa roda gigante em movimento
onde todo mundo grita em frenesi o tempo inteiro
e as coisas acontecem
e a eletricidade domina a ponta dos dedos
e eu ando sorrindo pela rua, toda fortona poderosa
podendo tudo
percorrendo grandes distâncias de allstar e ipod enquanto os carros se empurram estagnados nas ruas
descobrindo brian eno na esquina da paulista com a consolação
os ombros para trás e a coluna super reta
o som no talo
o sol a pino
meu cabelo soltando umas chispas douradas
e eu andando andando andando.
os dias são bonitos simplesmente porque eu deixo ser
e sou tomada de novo pela iminência de algo grande da qual eu tanto sentia falta.
eu não preciso de nada além disso.
mentira.
mas eu sei, e você também sabe,
e uma hora as coisas vão se alinhar.
a perseverança é favorável, disse o velho china, fogo sobre água era a imagem.
eu acredito no velho china.
então vamos assim, por enquanto,
eu aqui,
você aí,
e nós juntos
não sei exatamente onde, como ou desde quando.

hora dessas a gente descobre.


Escrito por Fernanda D´Umbra às 08:46:13
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SOLIDÃO

Caros, infelizmente o que vocês queriam acabou comigo.

Está aqui, na minha sessão de achados e perdidos.

Querendo, podem reclamar.



Escrito por Fernanda D´Umbra às 15:23:23
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HOJE TEM ENSAIO COM A BANDA

E em setembro, caríssimos, show toda sexta-feira no Juke Joint.

Não é uma vida má.



Escrito por Fernanda D´Umbra às 15:03:18
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SERVIÇO DE FUTILIDADE PÚBLICA

Minha irmã, conhecendo-me bem e sabendo que nem só de livros e discos vive uma mulher, me mandou uma lista com uma porrada de pontas de estoque.

Divirtam-se meninas, eu tô duraça.

 

LEVI'S
Endereço: Avenida Imperatriz Leopoldina, 1349. Vila Leopoldina
Fone: 3641-6984
Horário de funcionamento: 9h/18h (seg. a sab.)

 

VF DO BRASIL
Coleções passadas Lee e Wrangler. Endereço: Avenida Imperatriz Leopoldina, 1361. Vila Leopoldina
Fone: 3641-8369
Horário de funcionamento: 9h/18h (seg. a sab.)

 

PONTA D'STOCK
Enorme galpão de grifes modernosas como Lucy in the Sky, Slam, Mulher do Padre e Caio Gobbi, além de tênis e acessórios alternativos. Só não compensa levar as peças da atual coleção, pois os preços são os mesmos dos shoppings.

Endereço: Rua Cerro Corá, 2222. Lapa
Fone: 3022-3344
Horário de funcionamento: 10h/20h (seg. a sab.) e 11h/18h (dom.)

 

TYZ
Vestidos de algodão, crepe, organza, tafetá e veludo, de 1 a 16 anos, com ótimos preços.
Endereço: Rua Baronesa de Itu, 402. Higienópolis
Fone: 3663-1169
Horário de funcionamento: 9h30/18h30 (seg. a sex.) e 9h30/13h (sab.)

 

Endereço: Rua Luís Gatti, 623. Lapa
Fone: 3611-5562 ramais 216
Horário de funcionamento: 9h30/17h30 (seg. a sex.) e 9h/17h (sab.)

 

TNG OFF PRICE
A loja, um tanto apertada, vende de camisetas a ternos e vestidos, com pequenos defeitos. Custam em média a metade do preço das lojas. Troca (apenas o tamanho)
Endereço: Rua Cotoxó, 608. Pompéia
Fone: 3872-4054
Horário de funcionamento: 9h/19h (seg. a sex.) e 9h/15h (sab.)

 

LOVABLE
Não estranhe a ausência de placas, o portão enorme e os caminhões. A loja fica ali mesmo, escondida no piso térreo da fábrica. Vende lingerie e camisolas lisas, com renda e bordados.
Endereço: Rua Doutor Edgard Teotônio Santana, 158. Barra Funda
Fone: 3611-0043 ramal 249
Horário de funcionamento: 8h/18h (seg. a qui.) e 8h/17h (sex.)

 

PODIUN
Loja de fábrica, especializada em pijamas masculinos, femininos e infantis. Vende pelo preço de atacado. Troca
Endereço: Rua Barra do Tibaji, 523. Bom Retiro
Fone: 223-5266
Horário de funcionamento: 7h30/ 17h30 (seg. a sex.)

 

VALISÈRE
Os preços compensam a ida até Santo André. O grande galpão é um paraíso para quem quer comprar lingerie com preços irresistíveis. Tem um saldão das marcas Valisère e Valfrance, além de alguns biquínis da Cia. Marítima.
Endereço: Avenida Itamarati, 277. Santo André
Fone: 4479-5266

 

ALICE CAPELLA
Coleções passadas com cerca de 25% de desconto. No primeiro sábado do mês organiza um saldão, que inclui itens com defeitos. Troca
Endereço: Rua José Fernandes Torres, 3. Tatuapé
Fone: 218-3919
Horário de funcionamento: 9h/18h (seg. a sex.)
 

 

ARMAZÉM DAS CALÇAS
Só calças (de jeans, sarja, veludo e outros) fabricadas em Piracicaba, masculinas e femininas, de R$ 21,00 a R$ 59,00. Podem ser incrementados com glitter, bordados e tachinhas. Há cinqüenta opções de barra. Use a criatividade! Troca
Endereço: Avenida Moema, 399. Moema
Fone: 5051-5237/7477
Horário de funcionamento: 9h30/19h (seg. a sex.) e 9h30/18h (sab.)

 

GREGORY OFF PRICE
Peças de coleções antigas e atuais com grades desfalcadas. A variedade é grande, entre calças, camisas, blusas e vestidos. Descontos de 30% a 70%. Faz pequenos consertos. Provador meio improvisado: uma sala para todas. Troca
Endereço: Avenida Henrique Schaumann, 518. Pinheiros
Fone: 3081-7490 e 3083-190
Horário de funcionamento: 9h/20h (seg. a sex.) 9h/17h30 (sab.) e 12h/17h (dom.)

 

IÓDICE
Outra loja bagunçada, com preços atraentes. Peças com defeito ou fora de coleção voam das prateleiras. Dica: ligue antes para saber quando chega mercadoria.
Endereço: Rua Nicolau Gagliardi, 418. Pinheiros
Fone: 3816-3855 ramal 231
Horário de funcionamento: 8h/14h30 e 15h30/17h (seg. a qui.) sex. a partir das 12h)

 

SEVENTEEN OFF PRICE
Essa loja de fábrica recebe as sobras dos pedidos do atacado. Seu forte são as camisas femininas, com descontos de até 70%.
Endereço: Rua Doutor Virgílio Carvalho Pinto, 161. Pinheiros
Fone: 3898-1941
Horário de funcionamento: 8h30/18h (seg. a sex.) e 9h/13h (sab.)

 

LINGERIA MODERNA
A lojinha funciona no andar superior da pequena fábrica. Vende pijamas masculinos, femininos e infantis, camisolas e camisetas básicas, com ótimos preços.
Endereço: Rua Eugênio de Medeiros, 626. Pinheiros
Fone: 3812-5348 e 3813-531
Horário de funcionamento: 9h/18h (seg. a sex.)

 

ADIDAS OUTLET
É bem organizada e espaçosa. Vende artigos descontinuados da Adidas. Troca Mais dois endereços
Endereço: Rua Teodoro Sampaio, 958. Pinheiros
Fone: 3082-1030
Horário de funcionamento: 9h30/18h30 (seg. a sex.) 9h30/17h (sab.)

 

ROSA CHÁ
Biquínis, maiôs e roupas de praia, cerca de 50% mais baratos do que nas lojas. Sem saber, você pode levar para casa um biquíni com o qual Fernanda Tavares desfilou ou aquela sunga que Paulo Zulu vestia durante um ensaio fotográfico.
Endereço: Rua Doutor Virgílio Carvalho Pinto, 57. Pinheiros
Fone: 3082-3201
Horário de funcionamento: 10h/18h (seg. a sex.) e 10h/14h (sab.)

 

PONTA DA VILLA
Aqui, esqueça também os itens da atual coleção, vendidos sem desconto. Nessa loja de roupas de fabricação própria e de pontas de estoque, a atração são as peças da Ellus e da Vide Bula (em média, 30% mais baratas).
Endereço: Rua Purpurina, 326. Vila Madalena
Fone: 3815-7953
Horário de funcionamento: 9h/19h (seg. a sab.)

 

THREE SISTERS
A loja funciona junto à oficina de montagem. Peças de latão e estanho, com banhos de prata, ouro e níquel. Anéis, brincos, pulseiras e colares podem ser encontrados por lá.
Endereço: Rua Inácio Pereira da Rocha, 254. Vila Madalena
Fone: 3815-8588
Horário de funcionamento: 10h/19h (seg. a sex.) e 13h/17h (sab.)

 

ANÉIS DE SATURNO
Bijuterias de alumínio, latão, cristais e strass, entre outros, e uma linha de jóias exclusivas. Os preços de algumas peças são similares aos de atacado.
Endereço: Rua Aspicuelta, 369. Vila Madalena
Fone: 3031-3443 e 3816-325
Horário de funcionamento: 10h/20h (seg. a sex.) e 10h/18h (sab.)

 

Alouette Tel. (11) 3898-1878 R. da Consolação, 3.358 Ponta de estoque no fundo da loja, com botas, sandálias, sapatos sociais, bolsas e cintos com descontos de até 50%.

Blue Beach Tel. (11) 6977-0011 Av. Leôncio de Magalhães, 1.477 Maiôs, biquínis, sungas e cangas com até 70% de desconto. Também vende atacado.

 

Arezzo
Shopping SP Market: av. das Nações Unidas, 22.540, Interlagos. Tel. 11-5686 3974.
Descontos de até 70% no verão 2007. A numeração é limitada.

 

Cavalera
R. São Bento, 216, Centro. Tel. 11-3104 3721.
Descontos de 50% a 70% em peças a partir do verão 2007. 

 

Colcci 
Shopping D - Av. 
Cruzeiro do Sul, 1100, Canindé. Tel. 11-3326 3911.
Descontos de 50% a 70% no inverno 2006. 

 

Victor Hugo
Shopping SP Market: av. 
Nações Unidas, 22.540, Interlagos. Tel. 11-5681 9161.
Descontos de 50% em peças a partir do verão 2007.



Escrito por Fernanda D´Umbra às 14:59:36
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ENTREVISTA MUITO LEGAL

Que o Leonardo Vinhas fez com o Laerte para o Scream & Yell:

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Como você se apresentaria para quem nunca ouviu falar de você? Cartunista, humorista, artista, ativista... ou nada disso?

Quadrinhista, ou humorista. Humorista é meio chato porque as pessoas logo esperam que você seja engraçado.

Você fundou três revistas, a Balão (com Luiz Gê), Piratase Striptiras. Comente rapidinho cada uma delas, o conceito e o porquê de seu encerramento.

Balão era um fanzine. Acabou porque os integrantes foram à luta no mundo real. Tentou-se editá-lo comercialmente mas rolou briga, não deu certo. Piratas era minha revista solo. Dançou por isso mesmo - fiquei no bagaço. Teve mais motivos, claro. Estou sendo sucinto. Striptiras era só pra republicar as tiras. Dançou porque a Editora Circo dançou, e porque o mercado deu uma encolhida.

Personagens como Os Gatinhos e o Hugo Baracchinni retratam situações muito comuns, ainda que às vezes de maneira incomum. Você sente que são personagens que tem identificação maior com o público?

O Hugo não, os Gatos sim. Depende muito da situação. Trabalho mais com situações do que com personagens.

Curiosidade antiga: os Piratas do Tietê foram baseados em que? Eles têm algo remotamente a ver com o antigo esquete Os Pirata (sic), dos Trapalhões?

Não lembro desse esquete. Os meus precederam a TV Pirata, e sucederam um monte de piratas em gibis e livros e tudo mais. Nunca tentei criar figuras originais. Minha idéia de originalidade se baseia nas relações desses personagens com o cenário. Quis que eles fossem clichês mesmo, olho de vidro, perna de pau.

Alguns personagens, como o Grafiteiro e Dom Luigi, parecem ter ficado no passado. Você os abandonou mesmo? Por que?

Como disse o George Harrison, todas as coisas devem passar.

Existe algum personagem que você julgue ter sido uma criação menor, ou que você ache que não explorou o quanto podia?

Sim, o Grafiteiro é assim.



Escrito por Fernanda D´Umbra às 19:42:46
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                                    Ao trabalhar o livro Deus segundo Laerte, você teve algum problema com grupos religiosos?

Não. Só com alguns indivíduos. Muito poucos, em verdade vos digo.

Qual a sua visão de Deus e por que o transformou em personagem?

Vou deixar a parte complicada da pergunta pra lá. Só vou insistir que usei apenas um clichê: o velho de camisola, barba branca enorme e auréola triangular. Mitologia católica.

Quais outros livros você publicou? Como adquiri-los?

Bom, tem alguns que só no sebo, porque as editoras faliram. Tem:

O TAMANHO DA COISA
FAGUNDES, UM PUXA-SACO DE MÃO CHEIA
OS GATOS
PIRATAS DO TIETÊ E OUTRAS BARBARIDADES

(Nota: ele não mencionou, mas podem ser encontrados coletâneas de seus tiras para os Classificados do Estadão, do jornal O Estado de São Paulo, e da personagem mezzo-infantil Suriá).

Você usa muito o absurdo e a metalinguagem em alguns textos. Comente sobre isso, e se der, também sobre o uso da linguagem coloquial, que você utiliza tão bem quanto.

Bom, não vou comentar seus elogios, por favor! Metalinguagem, procuro não abusar, senão fica chato. 

Recentemente, você começou a citar o Glauco, o Adão e o Angeli nas suas tiras. Eles são parceiros de longa data, há uma razão para essa referência mais constante agora?

A gente vai ficando velho, a morte vai se aproximando, vai dando aquela vontade de ficar bem na autobiografia dos outros.

Algum novo projeto concreto para breve?

Cinema, teatro, essas maravilhas.

Para encerrar, vamos a um "pergunta-e-resposta" para os fãs.

Personagem preferido no momento:
Homem-Catraca.

Personagem preferido de todo seu trabalho:
Não rola.

Influências:
É muita coisa. O pessoal do Rio, antes e depois do Pasquim, underground americano, milhares de autores de tiras, escritores, cineastas, dramaturgos, etc.

O que anda lendo
(HQ ou não): Margaret Atwood

Música(você sempre põe citações legais):
Mozart, Fauré, Beethoven, Bach, mais um monte.

Algum personagem alheio que você gostaria de ter criado:
O Anísio, d'O Invasor (Marçal Aquino)

Quem faz um bom trabalho de quadrinhos no Brasil e no mundo:
Giancarlo Berardi e Ivo Millazzo (Ken Parker)

Falou?
Falou!
 



Links
Site Oficial de Laerte

 

 



Escrito por Fernanda D´Umbra às 19:42:36
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CACO GALHARDO

PS: Caco, toda escola de dança tem esse boneco na recepção. A maioria das bailarinas têm um boneco desses. Ninguém usa pra nada. O máximo que já vi, foi uma amiga bailarina emprestar o boneco para o meu sobrinho. Ele ficou uns dois minutos com o homenzinho na mão e desencanou. Tenho um pouco de pena desse boneco, que me parece gente boa.

 



Escrito por Fernanda D´Umbra às 11:57:42
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RONALDO E DINIZ

Seus comentários foram apagados porque apertei a tecla errada.

Por sorte, não sou a Presidente dos Estados Unidos da América.

Desculpem, meninos. Foi mau.



Escrito por Fernanda D´Umbra às 11:50:21
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ENTRAVA BEM LINDA

E nem poderia ser de outro jeito com aquele vestido preto comprado em uma loja cara de Lisboa, as meias fio 15 e a sandália de salto. Sim, fazia de propósito mesmo sabendo que as coisas dependiam de muitas variáveis. Bem mais do que as quatro com que se ganha em qualquer roleta.



Escrito por Fernanda D´Umbra às 22:04:23
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LAERTE



Escrito por Fernanda D´Umbra às 13:57:38
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ONTEM

O Mário indicou  a peça ROXO na Folha de São Paulo.

Fiquei mesmo muito contente.

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CONVIDADO

MÁRIO BORTOLOTTO

TEATRO: "Roxo": "Jon Fosse  (autor) escreve peça como se fosse partitura musical".

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Hoje os caras fazem a peça lá no Satyros Um, às 19h30.

A peça tá boa pra caralho, os caras tão quebrando tudo. Apareçam. 



Escrito por Fernanda D´Umbra às 10:37:24
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SOBRE O JORNAL DE HOJE

"Oi, Fernanda, aqui é o Lucas, da Folha. Lembra de mim?"

Claro, a gente se falou no lançamento da segunda temporada do Mothern, naquele buffet infantil (Deus!), mas a entrevista acabou não saindo. Então marcamos uma outra entrevista na casa da Lenise Pinheiro, que faria as fotos. Quarta, às 16h. Lenise abriu a porta e bem pouco depois disse: "A pauta, Fernanda é sobre as atrizes que são fiéis às suas companhias". Gelei. Não sabia que a pauta era essa. Nunca falei sobre isso, agora falaria para o jornal. Quando saí de lá, sentei no meio fio e chorei por um bom tempo. Mas na frente dos jornalistas não.

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A MATÉRIA DO LUCAS E DA LENISE

A importância de ser fiel

LENISE PINHEIRO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

LUCAS NEVES
DA REPORTAGEM LOCAL

Em sua peça mais conhecida, "A Importância de Ser Fiel", o autor irlandês Oscar Wilde (1854-1900) narra as artimanhas do fidalgo Fiel para conquistar duas moças. Se não chegam a carregar no nome esse atributo, quatro atrizes da cena paulista contemporânea fazem da fidelidade uma das principais armas na sedução de seus diretores.
Ana Guilhermina, 23, e Sylvia Prado, 32, do Teatro Oficina, Fabiana Gugli, 33, da Cia. de Ópera Seca, e Helena Albergaria, 36, da Cia. do Latão, trilham seus caminhos em sintonia com, respectivamente, José Celso Martinez Corrêa, Gerald Thomas e Sérgio de Carvalho.
A mais "fiel" entre elas é Prado, atualmente em cartaz com "Vento Forte para Papagaio Subir", que se filiou ao Oficina em 1998, fisgada por uma aula da bailarina Renée Gumiel (1913-2006). Desde então, assimila os princípios do "teatro de estádio" de Martinez. "O seu papel é o dia todo. Você é totalmente transformado como ser humano. Não há barreira do "aqui começa", "aqui termina". É outro caminho para se relacionar com a arte e a vida", diz.
Nesses nove anos, pensou alguma vez em "pular a cerca"? "Não, porque não me vejo saindo do Oficina. Quando perguntam se não gostaria de fazer cinema ou TV, fico com a sensação do teatro como "escada" para essas coisas. É um trabalho importante por si só. Não estou aqui para ganhar [prêmio] Shell [atualmente, o mais importante das artes cênicas brasileiras] e ser pinçada. Já conquistamos o nosso público", avalia.
Entretanto, o teatro não sacia o desejo da atriz de experimentar outros meios. Ela conta que Lírio Ferreira ("Baile Perfumado") e Cláudio Assis ("Baixio das Bestas") estão entre os cineastas com quem trabalharia. Sua aposta para a televisão é uma adaptação de "Cacilda", texto biográfico sobre a atriz Cacilda Becker (1921-1969) já montado pelo Oficina. "Não se trata de se moldar à TV, mas sim de conseguir que a arte seja incorporada a essa mídia. Você soma as qualidades das coisas. É troca, não concessão."
Guilhermina, há cinco anos no Oficina, faz coro quanto à possível contribuição da TV para o teatro. "Quando falamos em teatro das multidões [um dos pilares do Oficina], não podemos ignorar esse meio. Não vamos criar um embate. Queremos devorar tudo isso", diz essa paranaense de palavras medidas, que descobriu a trupe de Martinez aos 12 anos, numa apresentação de "Ela", de Jean Genet (1910-1986).
Ela descreve o início do trabalho com o grupo. "Pode contar assim: entrei no Oficina e descobri que estava grávida em menos de um semestre." Não parou de trabalhar durante a gestação, até que, numa sessão de "O Homem 1" (da tetralogia "Os Sertões"), em junho de 2003, a bolsa estourou no momento em que ela encarnava uma vaca a ponto de dar cria.
Lírio esperou para nascer, de parto normal, já no hospital. "Queria parir em cena. Quando a bolsa estourou, quis correr esse risco. Tenho paixão enorme pelo risco."
Apesar da paixão, a fidelidade ao Oficina é mais importante para ela do que um dos riscos que corre diariamente: o de ficar estigmatizada. Ela conta que, durante a escalação do elenco da série da HBO "Alice", de Karim Aïnouz e Sérgio Machado, a preparadora de atores Fátima Toledo vetou seu nome. "Ela deixou claro que não trabalharia comigo porque era do Oficina." "Você é muito Zé Celso", diz ter ouvido.



Escrito por Fernanda D´Umbra às 10:37:06
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Estigma é elogio
Para Fabiana Gugli, há sete anos e meio na Cia. de Ópera Seca, ser taxada como "atriz de Gerald Thomas" seria "um elogio". Ela aponta mais benefícios do que aspectos negativos na filiação a um grupo. "Gosto da linguagem que uma companhia desenvolve. Tem um quê diferente. É como se você emprestasse a personalidade a uma causa maior."
Gugli vê na criação coletiva outro chamariz. "Você está sempre no limite do erro. Para o Gerald, a peça nunca está pronta. Isso é muito vivo para o ator, é um privilégio."
E se essa entrega representar a recusa de alguns convites, que assim seja. "Já abri mão de várias coisas, mas o teatro foi o que escolhi." E relativiza: "Sei que mais visibilidade no cinema e na TV também seria boa para a companhia".
Ela filma no fim deste mês uma participação na adaptação que Fernando Meirelles faz de "Ensaio sobre a Cegueira", de José Saramago. A atriz será a mãe de um garoto que perde a visão na epidemia de cegueira.

Gosto pelo improviso
Helena Albergaria começou na Cia. do Latão em 2001, após trabalhar com Nilton Bicudo e Gianfrancesco Guarnieri. O foco no processo de criação, mais do que no resultado, é o que a interessa desde sempre no trabalho em equipe. "A dramaturgia em movimento do Sérgio [de Carvalho, diretor da Cia.] pode desequilibrar o ator, mas gosto do risco, do improviso."
Em contraponto, ela sente falta de atuar fora dos limites do Latão, onde só se aventurou recentemente ao participar do curta "Um Ramo", de Juliana Rojas e Marco Dutra, premiado, neste ano, na Semana da Crítica, mostra paralela ao Festival de Cannes. "É uma delícia conhecer gente nova." "Não me sinto tolhida em nenhum sentido. Mas dá uma curiosidade. É que nem casamento, né?"

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Frase

"Quando perguntam se não gostaria de fazer cinema ou TV, fico com a sensação do teatro como "escada". Não estou aqui para ganhar [prêmio] Shell e ser pinçada"

SYLVIA PRADO
atriz, há oito anos no Teatro Oficina

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Fernanda D'Umbra deixa grupo por projetos paralelos

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
DA REPORTAGEM LOCAL

Há dez anos, ao se juntar à companhia Cemitério de Automóveis, Fernanda D'Umbra, 36, "queria meter a mão em tudo". Em abril passado, ao se dar conta de que mãos lhe faltavam para conciliar projetos coletivos e aspirações individuais, renunciou à fidelidade ao grupo -no qual acumulava as funções de atriz e diretora de produção.
"Começou como uma gincana de escola e acabou virando a minha vida toda. Só tinha sossego em cena", desabafa, ao se referir às tarefas de produção.
O "desquite" foi na pele de Amsterdam, em "A Frente Fria que a Chuva Traz", na mostra de repertório do Cemitério. "Foi um horror. Só eu sabia que era a última vez. No fim, senti um misto de dor e libertação."
D'Umbra diz que o volume de trabalho nas duas frentes do grupo era incompatível com os projetos paralelos. "A companhia estava um pouco dependente de mim, e eu, enlouquecendo como criadora, querendo dirigir. Quando comecei a sair, fiz falta no Cemitério. Não tinha como me dedicar 100%. O grupo tem 25 anos. Eu estava lá havia dez. Ele existe sem mim, mas eu não existo sem mim."
A ruptura foi amigável. Tanto que a lista de parcerias futuras com o ator, dramaturgo e fundador do Cemitério, Mário Bortolotto, só faz crescer. "Vou dirigi-lo no monólogo "Guitar Man", em setembro. Estou também no elenco de "Brutal", que ele deve remontar. As coisas não mudaram, melhoraram."
Quanto à década passada na companhia, ela já sabe do que não sentirá saudades. "Em alguns momentos, era como se tivesse um "personal dramatist" em casa [ela foi casada com Bortolotto]. Em grupo, você começa a achar que as pessoas têm o compromisso de lhe dar grandes papéis. Tira de você a responsabilidade de construir sua história, sua obra."
D'Umbra agora negocia os direitos de um monólogo sobre a soldado americana Lynndie England, clicada subjugando presos de Abu Ghraib (Iraque).
Fora dos palcos, experimentou a TV com a série "Mothern" (GNT) e o teleteatro "Billy, a Garota" (Cultura). "Mente quem diz que nunca pensou em fazer TV. Ela me interessa como linguagem, na frente e atrás das câmeras." Mas há algo mais íntimo no flerte com o veículo. "Tenho fetiche em me apresentar para quem não me conhece."
(LP E LN)

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PS: Só gostaria de dizer que: "Projetos paralelos" é um uma expressão estranha, não a usei portanto. Jamais a usaria. E sobre me apresentar para pessoas que não conheço, disse isso falando sobre teatro, não sobre TV. Eu falava sobre a falta que eu sinto de público "civil" nas peças, gente de fora da classe artística (dentistas, jornaleiros, vendedoras, cabeleireiras, etc.).

É isso. No mais, obrigada, Lenise e Lucas. Belo trampo.
 



Escrito por Fernanda D´Umbra às 10:08:49
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HOJE

Roxo é um espetáculo muito estranho. Tem tempos estranhos e a gente deu uma bela enlouquecida com isso. É do caralho ver o que rola ali. 

Os moleques e a Julia fazem muito bem a peça e estão trabalhando ainda melhor do que na primeira temporada.

Tenho orgulho desses meninos.

Venham até a Praça Rúzevel hoje e vejam o que esse cara chamado Jon Fosse tem pra você.

 

ROXO

Espaço dos Satyros Um

Praça Roosevelt, 214

Ingresso: R$ 20,00

Sábado - 20h

Domingo - 19h30

 



Escrito por Fernanda D´Umbra às 12:10:53
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PERSÉPOLIS

Uma das minhas HQ´s favoritas é também um longa bem legal.

Pedacinhos: http://www.allocine.fr/video/player_gen_cmedia=18733353&cfilm=110204.html



Escrito por Fernanda D´Umbra às 03:58:53
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"Júlio entristeceu

É, eu sei, eu reparei

Aquele ar de rei desapareceu

Sei que tudo mudou

Hoje é só um agente funerário

Ele topou

Por causa do salário"

Fábio Cascadura



Escrito por Fernanda D´Umbra às 10:06:50
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hoje

Caros amigos,

Hoje, o espetáculo ROXO volta em cartaz no Espaço dos Satyros Um.
Sei que é muito difícil acompanhar a programação do teatro desses meus amigos loucos, mas a verdade é que sem eles e sem essa insanidade que eles administram com mãos de ferro, a vida seria bem pior pra mim e pra um monte de gente.
É um prazer sem fim entrar em cartaz ali. Até porque (e digo isso movida pelo mais vil interesse), a peça fica linda naquele espaço.
O Espaço dos meus amigos, que me encontram na rua e me dizem: "Amor, o que você precisar." E eles falam sério.
Quer ver? .
Ganha beijo e sorriso na porta.
 
Enquanto isso, lá em Londrina o Mário faz show com sua banda. Ele mesmo, o Mário que me provocou para sempre: "Sabe porque você não canta? Porque você é a menininha nota dez da mamãe." Então eu desencanei e fui cantar. O resto da história, vocês já sabem. Sorte pros caras do Cemitério. Amor eterno. 


Escrito por Fernanda D´Umbra às 10:00:09
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de Jon Fosse

 

com

Fabiano de Souza Ramos (O Cara)

Julia Novaes (A Garota)

Didio Perini (O Baterista)

Thiago Pinheiro (O Vocalista)

Henrique Mello (O Baixista)

 

Direção  Fernanda D´Umbra

Tradução Alexandre Tenório

Direção Musical  Maurício Maas (Macalé)

Cenário   The Strummers Produções Cenográficas

Cenotécnica   Fabiano de Souza Ramos

Sonoplastia   Mário Bortolotto

Iluminação  Celso Melez



Escrito por Fernanda D´Umbra às 09:57:32
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Figurino  Chris Couto

Cabelo e Maquiagem   Helaine Garcia

Ilustração  Caco Galhardo

Operação Técnica  Alessandro Bartel

Projeto Gráfico  Caio Bars

Fotos  Roberto Sousa

Produção  Fernanda D´Umbra & The Strummers

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ESTRÉIA – AMANHÃ – DIA 11 DE AGOSTO

Espaço dos Satyros Um

Praça Roosevelt, 214

Tel. 3258.6345

Sábado – 20h

Domingo – 19h30

Espero por todo mundo mesmo sabendo que nem todo mundo vem.



Escrito por Fernanda D´Umbra às 09:56:15

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QUINTA

Não tive a primeira aula, então fiquei ali, lendo sobre corpo jovem e violência (gangues, torcidas organizadas e instituições de tretas em geral). Começou a segunda aula. na primeira meia hora, tudo bem. Na segunda, eu comentei: "Tô enjoada pra caralho." Fiz outra meia hora muito boa, executei todas as seqüências: uma bailarina. Tá tudo certo. Não tá mais. Saí discretamente e muito discretamente vomitei pra caralho no banheiro. Voltei pra sala. Tentei mais um pouco. Sem chance. Seqüência de quedas com a cabeça pra baixo, nem tentei. Faltava meia hora pra terminar a aula quando eu disse para a professora: "Vou pegar um colchonete e me deitar no vestiário."



Escrito por Fernanda D´Umbra às 12:09:45
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ERRO NA PÁGINA

Se eu fosse uma escritora teria ficado em casa hoje para escrever. Porque eu seria disciplinada, eu acho. Como tenho sido, não é? A disciplina passou a ser minha melhor amiga. Brigamos, saímos juntas e ela me sacaneia; como deve ser, porque ela é a única aqui que sabe das coisas. Nem mesmo aquele pastor que me convenceu de que o uísque vai me levar para o Tibet, nem ele sabe das coisas. Só ela, a disciplina. Que amorosamente tenta botar ordem nesse quarto de moleque que virou o meu tronco inteiro.

 



Escrito por Fernanda D´Umbra às 21:57:15
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LOVE IS A LOSING GAME

(amy winehouse)

Minha vida "profissional" resolveu me distrair. Não era sem tempo, já que eu vinha perdendo todas as fases do game dos infernos que virou minha vida desde que. Agora tenho roteiros para escrever, cenas para dirigir, peças para produzir, estréia e shows com a banda pela frente. Que bom, Fernanda. Fico feliz por você.

Conversando com meu sobrinho, tentava explicar para ele porque eu achava chato morar em condomínio (ele anda com  essa idéia). Por que Tia Fê? Veja, Pedro: daqui a dois anos você já vai ter idade para andar sozinho pelas ruas. Se você se mudar para um condomínio vai ficar dependente do seu pai e da sua mãe pra te levar em todos os lugares onde você quiser ir. E isso é um saco. Seu avô e sua avó não levavam sua mãe e eu para os lugares depois dos 12 anos. A gente ia sozinha. Com isso nos tornamos mulheres que caminham com as próprias pernas. E isso vale ouro, cara.

...

Por outro lado, Pedro, com essa má fama de mulher maravilha... O que, Tia? Nada não Pedro, tava viajando. Quer jogar de novo, Tia? Não, querido. Eu sou ruim nesse negócio de game.



Escrito por Fernanda D´Umbra às 14:32:07
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