Sem Gelo - Um blog puro - por Fernanda D´Umbra


mandei mó discurso sério

gastei todo o meu latim

e o cara disse que estava

olhando pros meus olhos

bingo!



Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 12:34:22
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o cara tem um tipo dos anos 70

ele fica bem de camisa

é desses que fumam de manhã

e dizem pra você vir pra dentro

porque está chovendo em você

faz tempo



Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 09:02:21
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na rua ninguém via

estávamos parados

há uns oito anos ali

no meio da seriedade

um pedido de isqueiro

abri a blusa e disse:

tenho, tenho sim.



Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 10:58:36
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nenhum elogio vale

tanto, tua cara olhando

pra mim, desviando do

carro e perguntando

pela milésima vez se "tá

tudo bem", é lógico

que não, mas tá, tá

tudo bem. 



Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 08:32:24
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tem um pedaço de verso

que eu nunca escrevi

é assim: "sopra, filhota!"



Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 01:33:59
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HELL BOY

Era uma ressaca de Jameson, era nada

Era uma ressaca de uma série longa de risadas

Era uma hora da manhã quando puxei minha carteira branca

E acenei pra moça de azul, era uma ressaca de Jameson, era nada

Quanto vão cobrar por todo esse sistema de som e luz que se instalou?

Na cama, era uma ressaca de Jameson

Era nada, eram nove horas e eu estava alimentada e tinha café

Eram nove horas e eu não queria que mais nada acontecesse

Eu queria as nove horas e outras nove e um milhão de nove horas

Era uma ressaca de Jameson

O melhor uísque que existe

Era nada, era só uma longa noite onde os carros andavam devagar

Era um Jameson, dois, quatro na verdade

E o inferno parou pra ver

O carro na frente do ônibus

A vida inteira na frente do ônibus

A vida inteira e uma ressaca de Jameson

Era nada

Jameson não dá ressaca

Hell Boy, Jameson é um uísque que não dá ressaca



Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 09:23:12
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http://www.malvados.com.br/monsueto/



Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 17:27:47
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não há indiretas

um sorriso te aguarda

na sala de espera



Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 23:57:02
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o que me enlouquece é o desperdício, a comida jogava fora, os passos jogados fora, as tardes jogadas fora > nós, jogados fora > justo nós, que temos tanto e nenhum tempo > que se dane a coisa, esse horror, essa danação, essa exclusão, que se dane essa fraqueza, que combina com nada, combina com ninguém > que se dane o abandono > que se dane, de uma vez por todas o abandono > que se dane agora e para sempre, amém. 



Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 10:23:51
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ligar pra alguém que atende com a voz firme, acreditar que é assim: que passa, que muda, que segue, que caminha > ouvir o barulho dos ônibus na hora do fim, quando os motoristas e cobradores vão embora > pensar que a ponta do dedo cortada é agora uma responsabilidade sua e que lá fora, o farol marca verde, depois amarelo e você corre, porque ainda dá tempo.



Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 10:04:45
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poema do dia nove de julho


o homem levantou e fumou um cigarro

ela fez uma cara de "até parece que adianta"

naquela noite (só naquela)

era a vigésima oitava vez


sério. 

 



Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 20:06:57
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5.698 mensagens

pra dizer que chovia

pra dizer que eu estava lá embaixo

pra dizer que eu estava pronta

pra dizer que o mundo estava longe

pra dizer que as 5.698 mensagens

diziam sempre que



Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 21:11:35
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tudo bem, ele canta muitas músicas, ele conhece todas as músicas, ele me explica tudo (porque eu pergunto mesmo), ele sabe tudo de literatura, de quadrinhos, de cinema, eu adoro quando ele não sabe, porque ele fica doido e não sossega enquanto não descobre, ele escreve feito um louco, ele fala com uma nobreza que eu jamais terei, ele levanta e liga o computador no meio da noite só pra checar um nome (ele é obsessivo), ele gosta do meu cabelo, ele é calmo e me deixa nervosa, mas de tudo isso, o que eu mais me lembro, o que não sai da minha cabeça e que ninguém acredita (até hoje), é que um dia ele chegou na minha casa, olhou pra mim e disse (juro): "Quer namorar comigo?"



Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 18:05:47
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"De zero a dez, quanto você acredita nisso?"

"Nove."

"De zero a dez, quanto você acredita no seu nove?"

olhamos meio rindo:

"Onde você se imagina daqui a cinco anos?"

"Morto."

morremos de rir.



Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 10:59:33
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EU QUERIA SOPA E CAFUNÉ

fiz uma sopa. 



Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 18:37:07
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