Sem Gelo - Um blog puro - por Fernanda D´Umbra


POESIA CRUELDADE

Por Matilde Campilho

http://www.suplementopernambuco.com.br/index.php/component/content/article/48-ineditos2/1225-matilde-campilho.html



Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 10:34:03
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ENTREI NA FACULDADE

essa sua aí, na qual serei repetente, tenho certeza > não quero aprender a lidar contigo ou com seus avós > quero sentar na varanda e pedir uma pizza > depois iremos ao baile abater os bezerros do desespero e da indolência > puxarei teus cabelos em sonho e você sorrirá ao perceber que no fundo tudo estava calmo e nós só não percebemos porque passamos todo o tempo de olhos bem fechados > meu coração fica aberto 24 horas para você > e "você" é a palavra mais bonita que eu já vi > depois de "maquita".



Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 10:21:02
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sem comer (só me faltava essa)

comecei a escrever uns versinhos

fui bem no começo, depois descambou

tudo (esse também, eu sei) pra apagar

quando os versinhos te odeiam, 

é melhor nem mexer com a poesia

(tá vendo, não sai nada que preste)



Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 09:50:15
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olha isso. 




Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 23:36:01
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Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 13:10:46
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DOMINGO EMO

na Liberdade, com a Katia, comprando esmaltes. 




Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 16:03:37
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NEGRA

No próximo sábado, dia 26 de Julho eu fecho o Festival de Inverno de Cunha (puta cidade linda) com meu show solo. 

Comigo estarão: Caio Góes (baixo), Alexandre Spiga (guitarra) e Paulo Resende (bateria). 

Blues, funk e soul na praça da matriz, no meio da rua, coisa muito séria. 

E depois tem Funarte, mas isso é outra história.



Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 16:00:55
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porque um beijo na boca, meu amigo,

assim, na sincerdade, estraga um domingo.



Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 14:19:07
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O SHOW NA PENHA

Ontem fizemos um puta show no Centro Cultural da Penha. É enlouquecedor tocar para o público desavisado. Na plateia tinham meninas em período de reclusão, que tiveram permissão apenas para ver nosso show. Muitas coisas ditas pela Fábrica de Animais batiam feito bombas ali. O nome da banda vem do livro homônimo, que narra as desventuras de um preso americano (o livro é uma espécie de conficção de Edward Bunker) e ontem as meninas presas gritavam ao final das canções. Coisa de louco, juro. Destaque para Marcelo Watanabe, que substituiu Sérgio Arara na guitarra e quebrou absolutamente tudo. E todos os agradecimentos a Teca Spera, que nos convidou e aos técnicos Djalma e Tudinha, que garantiram a noite. Foi lindo.

 

A foto abaixo é de um outro show, que fiz no último dia 29 de junho lá no Club Noir. O autor é o Leo Bella, que além de fotografar no escuro é um puta técnico de computação. Precisando, o cara cuida dos meus micros há quase dez anos. Gritem, amigos. Beijos. 

 



Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 08:36:19
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o metrô sacomã
parece outro lugar
são paulo (sempre 
estranha) é ainda
(para mim, admito)
o único quintal
que não temo.



Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 23:25:47
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você não tem chaves
(eu não preciso)
você não tinge os cabelos
(eu tinjo, se eu quiser, mas tá legal assim)
você não tem carteira assinada
(Deus me livre!)
você não tem patrão
(nunca tive, nunca terei)
você não tem cachorro
(eu viajo, não acho justo)
você não tem plantas
(eu viajo, não acho justo)
você não tem filhos
(sou uma puta madrastra, pode perguntar)
você não depende de ninguém financeiramente
(eu sou uma trabalhadora, uma mina normal)
você assusta, Fernanda 
(eu sei, eu sinto muito)



Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 21:32:10
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SUPER IMPORTANTE

as pessoas importantes do Teatro

não sabem quem são as pessoas importantes do Rock

que não sabem quem são as pessoas importantes da Dança

que não sabem quem são as pessoas importantes dos Quadrinhos

que não sabem quem são as pessoas importantes da noite de São Paulo

que não sabem quem são as pessoas importantes de dia em São Paulo

e o importante mesmo ninguém diz: esse ônibus desce a Cardeal?



Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 07:35:12
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haja cigarro,

alguém tem que agir.



Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 13:27:53
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por mim, escreveria até a morte (farei isso)

iria até sua casa e me deitaria no meio fio

eu ia esperar que você saísse

jornal na mão, cabelos limpos

e uma cara safada, rendida

marcada por dois olhos

locados por uma construtora

que nos demitiu no primeiro dia

e nós, (sempre bem vestidos) não sabemos

o que fazer com aquele carro, aquela casa

aquela vida inteira sequelada

aquela música que toca no rádio

e a gente dança (sem entender nada). 



Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 22:30:47
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cito a mim, porque ainda posso 

falar de mim, mesmo que seja

pífio, que seja inócuo, que tenha acento

parei na fila, porque ali eu teria

que me comportar, eu, a menina do caixa

e o cara desesperado, que perdeu tudo lá dentro.

 



Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 21:57:36
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