Sem Gelo - Um blog puro - por Fernanda D´Umbra
   
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EU TENHO VERGONHA DE ESTAR EM SÃO PAULO

 

Após 'Dia do Orgulho Hétero', vereador de SP quer banheiro gay

Projeto foi apresentado ontem na Câmara paulistana por Carlos Apolinário (DEM)

EVANDRO SPINELLI
DE SÃO PAULO
NATÁLIA CANCIAN
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

No ano passado, o vereador Carlos Apolinário (DEM) quase conseguiu que virasse lei o seu projeto de criar em São Paulo o Dia do Orgulho Heterossexual. Agora, ele teve outra ideia: criar um banheiro "unissex" em locais públicos para gays, lésbicas, travestis e quem mais quiser.

O terceiro banheiro passaria a ser uma exigência da prefeitura para autorizar a construção ou reforma de shoppings, supermercados, restaurantes, cinemas e casas noturnas em geral.

A ideia, diz o vereador, surgiu ao saber da polêmica na qual o cartunista Laerte Coutinho, 60, que é bissexual e se veste de mulher há três anos, envolveu-se ao tentar usar o banheiro feminino de uma pizzaria e lanchonete.

Para o vereador, esse uso é inaceitável. "Se qualquer cidadão do sexo masculino disser que está se sentindo mulher naquele dia, pode entrar no banheiro feminino. Às vezes, pode ser até um cidadão sem vergonha, mau caráter, que nem tem essa opção sexual."

Com o terceiro banheiro, afirma, tudo se resolve, porque vai quem quer -menos crianças desacompanhadas.

"Tem cruzeiro que é feito para gays. Se eu for lá com a minha mulher, eu não posso reclamar, porque eu sabia que era para gays", afirmou.

Informado pela Folha sobre o caso, Laerte fez críticas ao projeto e disse que um terceiro banheiro seria uma "consagração do gueto".

Para o cartunista, a proposta teria a função de segregar as pessoas. "É uma solução que não é uma solução, porque discrimina de uma vez por todas. Como se os outros fossem normais e uma outra parte não."

O projeto de Apolinário ainda precisa tramitar pelas comissões da Câmara antes de ir a votação em plenário.



Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 12:52:33
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EU TENHO VERGONHA DE ESTAR EM SÃO PAULO

 

Após 'Dia do Orgulho Hétero', vereador de SP quer banheiro gay

Projeto foi apresentado ontem na Câmara paulistana por Carlos Apolinário (DEM)

EVANDRO SPINELLI
DE SÃO PAULO
NATÁLIA CANCIAN
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

No ano passado, o vereador Carlos Apolinário (DEM) quase conseguiu que virasse lei o seu projeto de criar em São Paulo o Dia do Orgulho Heterossexual. Agora, ele teve outra ideia: criar um banheiro "unissex" em locais públicos para gays, lésbicas, travestis e quem mais quiser.

O terceiro banheiro passaria a ser uma exigência da prefeitura para autorizar a construção ou reforma de shoppings, supermercados, restaurantes, cinemas e casas noturnas em geral.

A ideia, diz o vereador, surgiu ao saber da polêmica na qual o cartunista Laerte Coutinho, 60, que é bissexual e se veste de mulher há três anos, envolveu-se ao tentar usar o banheiro feminino de uma pizzaria e lanchonete.

Para o vereador, esse uso é inaceitável. "Se qualquer cidadão do sexo masculino disser que está se sentindo mulher naquele dia, pode entrar no banheiro feminino. Às vezes, pode ser até um cidadão sem vergonha, mau caráter, que nem tem essa opção sexual."

Com o terceiro banheiro, afirma, tudo se resolve, porque vai quem quer -menos crianças desacompanhadas.

"Tem cruzeiro que é feito para gays. Se eu for lá com a minha mulher, eu não posso reclamar, porque eu sabia que era para gays", afirmou.

Informado pela Folha sobre o caso, Laerte fez críticas ao projeto e disse que um terceiro banheiro seria uma "consagração do gueto".

Para o cartunista, a proposta teria a função de segregar as pessoas. "É uma solução que não é uma solução, porque discrimina de uma vez por todas. Como se os outros fossem normais e uma outra parte não."

O projeto de Apolinário ainda precisa tramitar pelas comissões da Câmara antes de ir a votação em plenário.



Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 12:52:27
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TENHO DUAS DÚZIAS DE ESPERANÇA

na bolsa, que vou usando conforme a necessidade. 



Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 22:22:02
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EU MUDAVA DE CASA

quando tudo aconteceu. Eu senti o gosto do uísque tocar minha língua e meio segundo foi suficiente para que eu me lembrasse de tudo. O mundo girava, indiferente, quando eu caí e você passou, fazendo coro com o mundo. Até a lua, que vive cheia de pedidos, resolveu ter dó de mim e se cobriu com a primeira nuvem que passou. Não, ela não iria testemunhar a meu favor, mas também não queria depor contra. Ficou ali, encoberta. E eu faria o mesmo se fosse ela. Mas eu não era e as nuvens cagavam e andavam para mim. O que não me importava. Eu só tinha olhos para o trabalho voluntário: eu roubava milhos jogados aos pombos. Numa tentativa de acabar com os pombos, acabar comigo e acabar com aquela história. De uma vez por todas. 



Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 22:12:40
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TEM ESSE TAMBÉM

http://questionablecontent.net/view.php?comic=618#



Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 19:43:44
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TRÊS

http://www.asofterworld.com/index.php?id=759

 

DOIS

http://www.boltcity.com/copper/copper_039_marketplace.htm

 

UM

http://pbfcomics.com/133/



Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 08:21:48
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ENTÃO EU DISSE 

Eu posso explicar tudo.

Só não posso explicar isso:

http://www.youtube.com/watch?v=WzibSiJv8hc



Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 00:05:08
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CIGARRO SOLTO

eu gosto do centro e dane-se > gosto, nunca vou dizer nada em contrário, gosto até do que não se deve gostar, porque vou me acostumando > "olha, eu vou pra casa, mas é pra um outro endereço, eu mudei" > tive vontade de dizer, mas não falava aquela língua estranha, fiquei na minha e comecei a brincar com o cachorro > esse sim, um gentleman, me olhou bem nas pernas e me lambeu (escrevi "lembeu" por engano, corrigi, é claro, mas fiquei a fim de contar) > fiquei um tempo tomando uma chuvinha ali e pensando: "ó, tenho sobre o que escrever" > tenho nada > tenho mais é que ficar na minha > bem quieta > em um exercício de superação nunca antes imaginado > gostei. 



Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 16:50:44
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FAZ ALGUM SENTIDO

aquela noite de sábado? aquele jeito de deitar devagar sem saber direito onde botar o olhar e rangendo os dentes como quem vai morrer? > faz algum sentido aqueles imensos olhos pretos transformando tudo em noite e me deixando sem ar, sem eira, sem um bote, sem um jeito de sair dali? > não, não faz nenhum sentido > mas lá naquela noite de sábado estava minha cabeça sem produtos caros, sem drogas baratas e sem nóias da moda, só pensando num jeito de reproduzir aquele prato que eu havia comido na casa de chá > sabe, ele era muito bom e enquanto eu comia eu pensava em mostrá-lo a você > só porque tudo que eu vejo e como e pego e acho legal eu quero mostrar pra você > às vezes eu tenho vontade de colocar você em frente ao espelho e te dizer: "Tá vendo esse cara? Então é esse o cara."



Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 01:59:34
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FAZ ALGUM SENTIDO

aquela noite de sábado? aquele jeito de deitar devagar sem saber direito onde botar o olhar e rangendo os dentes como quem vai morrer? > faz algum sentido aqueles imensos olhos pretos transformando tudo em noite e me deixando sem ar, sem eira, sem um bote, sem um jeito de sair dali? > não, não faz nenhum sentido, mas minha cabeça sem produtos caros, sem drogas baratas e sem nóias da moda, só pensando num jeito de reproduzir aquele prato que eu havia comido na casa de chá > sabe, ele era muito bom e enquanto eu comia eu pedia a Deus que me desse a oportunidade de mostrá-lo a você > só porque tudo que eu vejo e como e pego e acho legal eu quero mostrar pra você > às vezes eu tenho vontade de colocar você em frente ao espelho e te dizer: "Tá vendo esse cara? Então é esse o cara."



Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 01:51:31
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DESABRIGADA PELA CHUVA

aqui os comerciais são regionais, as ruas têm nomes de pessoas que são importantes, mas que eu não conheço e aqui eu aproveito para gastar meu sotaque e comprar vestidos florais em liquidações > enquanto tudo isso acontece, eu penso em pedir um refrigerante e penso cada vez menos em fazer o que prometi.



Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 20:37:00
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JÁ FIZ CINEMA HOJE

falei quando entrei > ele sorriu, acho que entendeu o que bem quis > eu queria dizer aquilo mesmo, mas não me estendi, sentei no enorme sofá e fiquei ali sem saber o que fazer com as mãos (por que ele não me oferece nada?) > "quer água?" > bem, é melhor que nada, mas recusei > "não, estou bem", menti > ele fingiu que acreditou e começou e me explicar os desenhos > eu fazia cara de interessada > em verdade eu faria a cara que ele quisesse, e ele sabia disso.

 



Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 21:25:35
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VIU?

como eu estava com saudade?



Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 10:10:52
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ONTEM

quando você entrou no carro e eu sai andando pro trabalho pensei naquela frase lá que eu tento evitar há um tempo, aquela frase lá que eu não gosto nem de pensar, aquela frase que entrou na minha cabeça como um cachorro que entra em casa sujando tudo e fazendo festa, enquanto eu caminhava confiante para o trabalho pensei que "eu não consigo mais ficar sem esse cara"; pensa que eu não vi quando você entrou à esquerda pra pegar a Nove de Julho sem dar seta? eu vi, o nome disso é visão periférica. 



Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 08:43:58
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TEM UMA MOÇA LINDA EM PIRACICABA

E você com esses seus agradinhos ridículos.

Com tua cinta-liga patética.

Tuas devoções, teus dias de espera, tua casa limpa.

Teu ciático gritando na tua cara: "Burra!" 

Tuas lágrimas manchando de ciúme o chão da sala.

Tua sala limpa e o teu ciático que não para de rir da tua cara.

E tua sala, ali, tentando se livar de ti.

Tua sala, se pudesse, iria para Piracicaba atrás daquela moça. 



Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 19:10:38
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