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JUST WIN ME OR LOSE ME IT IS THIS THAT THE DARKNESS IS FOR Leonard Cohen ____________________________________________
Eles não sabiam, mas quando me despedi estava indo embora por um longo tempo. Abri a bolsa em casa e tirei dela toda sorte de entorpecentes imaginários: não, não carregava nada ilícito, exceto essa dúvida. Então fiquei calma e quieta e deixei a manhã passar. Tinha combinado com uma amiga de forjar um acelerador para o mês de Dezembro, mas desisti e quis mais do que nunca que ele acontecesse em seu tempo morto e chato e cansado e vai lá, meu, fica à vontade, afinal quem é que pode contigo, Dezembrão? Eu não. Queria escrever até não ter mais nada para escrever. Talvez tenha conseguido.
Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 10:01:13
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KILÔMETRO 20/12/2009 Fui à cardiologista que me pediu exames. Tenho tido dores no peito que combinadas com os disparos causados por tua presença promovem um belo desfile de fim de ano dos alunos do primário (tenho ainda a fantasia de odalisca, intacta). Pedi a Dra. Fernanda, o mesmo nome é só coincidência, que trocasse meu remédio, tenho tido rouquidão, ela riu e disse que isso não tinha nada a ver, que o que me deixava rouca era essa mania recém adquirida de gritar seu nome na Rodovia Presidente Dutra, como se fosse possível você me ouvir. Ela se levantou lentamente e abriu a porta com toda educação de que dispunha quando lhe disse: eu acho que ele me escuta. 
Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 12:47:15
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HOJE 
flávio vajman em foto de marina franco
FÁBRICA DE ANIMAIS às 22h30 no CAFÉ AURORA rua treze de maio, 112 no bixiga
Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 10:13:06
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HOJE EM SÃO PAULO no spot

____________________________________________________________________________ no b_arco 
Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 13:49:41
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HOJE 
Porra, adoro o Vocabulário. Gosto mesmo do jeito que o Marcelino, o Chacal, o Marcelo e o Scott apresentam essa parada. Há um crédito de Direção para mim que em muito pouco se justifica. Primeiro porque eles precisam de mim tanto quanto um mamute precisa de uma bolsa Luis Vuitton. E segundo porque infelizmente não poderei estar no Teatro Eva Herz na hora do Vocabulário, pois trabalho à noite, sou atriz de Teatro (como dizem). Então farei um café à tarde, os caras passam aqui, a gente combina e eles fazem na hora o que tiver que ser feito. São bons, são bons esses caras, não há medo, apenas risco, o que é do caralho. E os convidados, que derrubarão as estantes da Livraria Cultura. Ao pessoal da organização (sei muito bem o que é organizar um evento dessa proporção) desejo boa sorte, paciência e café forte. Um beijo a todos. Ao Vocabulário! > que tem a ilustração mais foda que já vi na vida. Já disse isso ao André Kitagawa, mas repetirei em meu leito de morte.
Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 09:47:40
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BLIND DATE 
Saí de casa umas 20h30. Inexperiente, resolvi seguir a orientação popular de marcar o encontro em lugar público. Deixei que ela escolhesse e fui parar na frente de um boteco de toldo vermelho perto da Praça 14 Bis (pelo menos ela não marcou na Roosevelt, onde sei, tem muitos amigos). No msn ela disse que seu nome era Fernanda D´Umbra e a menos que fosse totalmente louca, era ela mesmo (comparei a foto que ela me mandou com uma das muitas que achei no Google Imagens - a que ela mandou estava lá também). Ela chegou quinze minutos atrasada e eu tive vergonha de estar esperando, pensei: merda, não queria dar a entender que estou interessada, por outro lado se não estava interessada porque estaria ali, um milhão de coisas passavam pela minha cabeça, nervosismo era só o começo). Ela não vestia o vestido curto e as botas pinhão que disse que usaria, veio de calça jeans e camiseta regata. Disse que por causa da chuva teve que mudar o "figurino" (ela usou essa palavra, hum...). Achei que estava meio abatida e perguntei se estava cansada. Ela respondeu: "Não, acho que estou começando a entrar em depressão". Alguém que diz que está começando a entrar em depressão no primeiro encontro (só por isso) merece uma segunda chance. Perguntei se queria beber alguma coisa e ela pediu Smirnoff Ice; tinha acabado de gastar sua segunda e agora última chance. Voltei com um uísque na mão e o refrigerante de adulto na outra, puxei papo: "E aí? Vi que você é atriz." Ela deu um gole enquanto fazia um pequeno sim com a cabeça. Vi que o negócio ali não seria fácil. De repente a mina começou a falar. Metade devia ser mentira, mas quem mente bem distrai mais do que um chato sincero: vai lá Fernanda D´Umbra, conta sua historinha triste pra mim. Em verdade, ela revelou-se um tanto engraçada, era inteligente, tinha um humor bastante aproveitável e virou aquela merda de limão em dois minutos. "Agora é minha vez" e com essa saiu em direção ao balcão, ainda tive tempo de dizer que meu uísque estava pela metade que não, obrigada. Ela voltou e ficou quieta, percebi que era o momento de falar de mim, mas ela não perguntou nada. Ficamos ali um tempo até que ela lançou: "Você tem uma banda?" Eu disse que não era assim que se dizia, que a banda não era minha, mas que eu era vocalista da banda. Ela interrompeu: "É, me disseram mesmo que você tinha uma banda; quase que eu não venho por causa disso." Fiz aquela carinha de como assim?. Ela me disse que músico era um bicho perigoso, eu disse pra ficar calma porque eu não era musicista, eu só cantava numa banda. "Canta bem?" Acho que ninguém avisou a ela que o drink de limão já tinha comido as vidinhas dela no game. "Ah, eu não sei se eu canto bem, eu acho que quem tem que julgar é o público porque..." "Tua voz é bonita (caralho, a mina interrompia toda hora, puta chata), já te disseram?" Agora foi a minha vez de mexer a cabeça, mas eu menti, fiz um não. Não adiantou: "Mentira, aposto que te dizem isso toda hora. Dizem isso pra mim também". E começou a falar de seus defeitos. Parei na hora: "Olha, Fernanda, a gente não precisa ficar falando da gente pra agilizar o processo, a gente pode ficar na boa, falar de cinema e quadrinhos, pagar de interessante e ter uma noite legal, tá bom?" Ela saiu de novo em direção ao balcão mas dessa vez eu mandei um sem gelo, por favor. Quando ela voltou, bateu a canela em uma cadeira e seus olhos ficaram bem cheios. Foi quando vi que eram verdes. Ela me estendeu o uísque, e pegou a bolsa, pendurada na porta do bar: "Amanhã dou aula, preciso ir." "Você dá aula?" "É, um treinamento para bailarinos, atores e pessoas que batem no peito dizendo que ganham dinheiro fazendo o que gostam em geral." Eu ri, ela não. Quando saiu vi que estava cambaleando, mas tomada da mais sincera contemporaneidade taquei um cada um por si e saí para o outro lado. Chutei uma tampinha de Pepsi e pensei: "Então essa é a Fernanda D´Umbra de que tanto falam". Ainda olhei de novo (sei lá por que), mas agora ela estava parada em frente a um orelhão. Mexeu num bolso da calça, no outro, na bolsa e finalmente desistiu. Voltou a andar, mas dessa vez em direção a Paulista. Eu achei que ela fosse encher a cara e fazer merda, coisa típica de artista sensível deprimida sozinha nessa cidade imensa. Mas não, soube depois em nossa última conversa no msn que ela tinha ido a uma padaria, onde segundo ela o bauru era diferente do bauru das outras.
Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 07:30:15
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> se for pra imitar alguém aposto na koko taylor (o que é impossível)
Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 19:23:28
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SÁBADO EM SÃO PAULO 
Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 21:13:51
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NA VERDADE ela andava em direção a um tipo de luz azul que vinha da praça oswaldo cruz, sozinha que estava (sem ninguém para comentar), teve uma grande oportunidade de observação, de porra louquice, uma coisa quase hippie de pedir abraço na rua, abraçar árvores (constranger as árvores), dar telefonemas que não seriam e nem deveriam ser atendidos, tinha uma vaidade quase infantil de achar que as pessoas poderiam de repente sei lá até se preocupar com seus cadarços desamarrados. apesar de ter todos os motivos para estar feliz tinha feito cagadas, porque afinal não se briga por pouco, nem por muito, não se pode brigar, não se pode perder a elegância e nem perder de vista a luz azul que vem da praça oswaldo cruz, onde ela esteve há trinta e cinco anos, quando tinha três e enterrava metade de seu pai ali. sairia dali naquele dia, ou no seguinte, mais tardar, levando pela mão a outra metade da vida de alguém que não se cansava de salvar. não houve amigo que lhe oferecesse uma porra de uma carona.
Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 07:18:37
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HOJE (dia mais que especial)

último show do projeto FÁBRICA DE ANIMAIS CONVIDA apareçam, caros
Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 06:11:17
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IMENSOS VENTILADORES DE MADEIRA E minhas promessas me segurando na coxia. Vou segurar a onda, Camila. Depois ela ainda disse (tapinha mais que carinhoso nas costas): "segurou, Fê". Terça-feira é dia de extrema importância (acabo de ter um lindo sonho premonitório sobre terça-feira). Ando lendo sobre feitiços (não, não virei mística, apenas gosto de histórias de crimes e as últimas têm a ver com isso: feitiço, xamãs, essas coisas que eu particularmente erro). Tenho lido também sobre o Maníaco do Parque no incrível Loucas de Amor - Mulheres que Amam Serial Killers e Criminosos Sexuais, do Gilmar Rodrigues com ilustrações do Fido Nesti (belo traço que faz uma espécie de making-of dos quatro anos de pesquisa do Gilmar). Puta livro, que tenta a todo custo entender porque uma mulher cai de amores por um homem que literalmente mastiga suas vítimas (uma não, o cara chegou a receber mil cartas em um mês > mil cartas!). Coisa importante a se observar: um jack (como são chamados os criminosos sexuais) não é um bandido qualquer. Uma mulher que se envolve com um traficante tem ali uma espécie de proteção segundo um código muito particular, ou mesmo com um ladrão de bancos. Uma mulher que se apaixona por um homem que estupra, mata e come mulheres é outra coisa. Tudo isso me distrai dos meus pensamentos recorrentes, que nada têm a ver com crimes ou violência.
Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 18:56:02
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VOCÊ JÁ FEZ Entre por aquela porta (pintei o banheiro), passe pela geladeira e tome dois copos de suco de uva. Depois da entrevista para CBN, chego em casa (cabelo cacheado) e deito no sofá reclamando do calor e dizendo que é a última vez que eu moro em São Paulo, que assim não dá, que os caras da padaria pensam que eu sou boba, que o mecânico é honesto e o despachante me enrola. Entre por aquela porta e deixe suas coisas na sala. Não haverá almoço nem jantar, apenas café e suco servidos a cada duas horas. Depois iremos ao parque, e teremos a tarde toda para tentar uma foto que pegue ao mesmo tempo, meus tênis de gliter e as saúvas do Villa Lobos.
Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 13:05:16
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SEGUE O BAILE 
Hoje com a banda La Carne. Qualquer pessoa que tenha entrado duas vezes neste blog sabe que esta é minha banda preferida. Hoje a Fábrica de Animais faz seu curto e singelo show, abrindo para os caras da cidade de Oz. Depois do show do La Carne, o Carcarah põe pra rolar seus rocks com gelo e limão. E a noite será melhor que o dia, o que já é grande coisa. Espero por vocês: vestido curto, sorriso largo, botas longas. That´s the way we do.
Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 14:17:29
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UM CAMPO DE JUJUBAS E pebolins. Tuas birras com meus livros, me deixa, me deixa quieta. A ressaca dos meus olhos que te puxam pra dentro e te choram de novo. Tua, sempre tua, menina de tiara e botas, os cabelos despenteados. Não se preocupe com o carro, vou lavar. Não se preocupe com as camisolas, serão desencardidas. Ninguém saberá do meu medo, nem eu. Serei linda e bem vestida durante a semana; sorrirei. E ao final dela, no escuro da coxia, talvez na sexta ou no sábado, sem que ninguém veja, pensarei em você de um modo muito corajoso. Aí sim, vou chorar, porque em cena parece que não há nada. Não há mundo, não há dor, não há nada senão nós duas andando pela Liberdade e rindo dos carros na Vinte e Três de Maio. Amo-te. Lembra disso? Amo-te.
Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 19:57:51
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NESTA TERÇA 
fábrica de animais + la carne + carcarah
Escrito por fernandadumbra@uol.com.br às 23:33:17
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